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Hot Process Oven Process? Ora diga lá?!

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Este método é muito parecido com o Cold Process. A diferença é que atingindo-se levemente o ponto “estrada” coloca-se a mistura no forno, numa panela de barro por exemplo, até à fase gel (reconhece-se pela aparência translúcida e alta temperatura). Só depois é que se coloca os aditivos. A partir daqui é o normal: enformar, endurecer, cortar e curar (completar a saponificação e deixar perder o excesso de água).

O forno facilita a conservação da temperatura do sabão a ou acima dos 70ºC, acelerando a saponificação. De acordo com o Professor Kevin M. Dunn, autor de Caveman Chemistry e de Scientific Soapmaking, menciona que o calor e a fase gel aceleram o processo de saponificação. De qualquer forma, não deixar passar pela fase gel não prejudica de modo algum o sabão, mas permiti-lo pode ser uma mais-valia também porque ajuda a intensificar as suas cores.  Permitir o gel ou não é uma questão de preferência pessoal, mas o HPOP só interessa se deixar passar pela fase gel!

Entre o Cold Process Oven Process e o HPOP a diferença é neste se cozinha o sabão no forno antes de se pôr no molde em vez de depois, o que dará um aspecto final rústico e que o Mirró adora!

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Nota: pelo HPOP, depois de tirar do molde e cortar teste o pH. Em princípio já deve estar entre 7 e 10. Se assim for já pode usar! De qualquer forma aconselho a deixar curar na mesma, pelo menos 4 semanas. Porquê, se já está pronto a usar? O principal benefício do tempo de cura é a evaporação do excesso de água, o que torna a barra mais dura e regista um peso mais verdadeiro para o propósito de rotulagem, se quiser vender o seu sabão. Portanto, se gosta de um sabão mais duro deixe-o curar pelas habituais 4 a 6 semanas. Divirta-se!

Alguma questão?

Vamos lá então fazer uns sabonetes fantásticos, sim?

Miau,

Mirró.

“Solstício” – Calêndula, Camomila e Mel

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Calêndula, Camomila e Mel em Hot Process Oven Process

Aqui vai um gostinho do que aí vem… estes sabões têm uma fragrância fantástica, suave e delicada.

Como ingredientes usei:

  • Óleo de Palma
  • Óleo de Girassol
  • Azeite Extra Virgem de 1ª colheita
  • Gordura de Porco
  • Óleo Extra Virgem de Côco
  • Óleo Essencial de Calêndula
  • Infusão de Calêndula
  • Cera Virgem de Abelhas
  • Óleo de Fragrância.

Resultado final:

índice de iodo: 64
ins: 147
ácidos graxos/ácidos gordos:
láurico: 11.5%
linoleico: 17.6%
mirístico: 4.9%
oleico: 36.4%
palmítico: 17.7%
ricinoleico: 0%
esteárico: 5.4%
linolénico: 0.4%

Rico em ácido oleico, mais conhecido por Ómega 9, este sabão garante lubricidade e emoliência. É repleto de propriedades hidratantes e de reposição da oleosidade em peles ressecadas e com problemas de escamação. Tem um alto poder de protecção e regeneração da pele provocado pelos danos e queimaduras causados pelos raios solares.

Estará pronto para uso adequado a partir de dia 6 de Fevereiro.

Até lá, que acham do nome que lhe dei, “Solstício” ? Alguma sugestão? 🙂

Miau-miau!, Mirró.